Tive a minha própria quaresma, sem deus, mas igualmente sem carne, sem o toque de qualquer um que fosse. Meu corpo está um pouco febril, arde quase tanto quanto meus olhos contra a luz do computador. Há, talvez, uma peguena alegria sob a dormência provocada pelo ardor, sob o lábio levemente escoriado. Enquanto me afundo nesta febre algo parece que emerge, indecifrável. Não há muito o que possa me entreter... não há muito o que se possa fazer por mim no fim desta noite, não há nada mais que valha a pena se ver.
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