segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Domingo Azul


Pode até parecer o contrário, mas eu não sou um idiota. É interessante, pois eu obstinadamente pareço não conseguir provar que não sou um. Tenho estes olhos de peixe morto, este sorriso torto, esse ar de bobo... aqui! Vê?! Olha na minha cara e diz que no primeiro olhar você não pensa: "não vale a pena".

Eu fico tentando imaginar futuros possíveis em que eu não me sentirei subestimado em inteligência, estilo e beleza. Tenho pequenos delírios acordado simplesmente maravilhosos, mas meus olhos sempre esbarram a clara realidade nua, crua e devastadora. Mal sobra o pó dos meus olhos incinerados.

A minha angústia é que eu continuo sendo um menino perdido e o meu sofrimento é não poder parar no tempo, como o Peter Pan. Quem sabe um dia eu encontre uma mãe que me coloque no mundo novamente, num parto ainda mais dolorido, sem a anestesia que a primeira utilizou. Por enquanto, eu orbito entre as minhas fantasias e esse mundo aí posto. E de mal-grado vou fingindo não perceber que danço fora do compasso. 

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