quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mar

Gosto de como ele me lembra dele.
Da boca, nariz, os olhos escondidos sob os óculos.
Da morna indiferença com que fudíamos,
lentamente, despretensiosamente.
Das curtas e doces palavras de comando,
quase inaudíveis:
chupe, senta, rebola, vem...

eu te amo, lhe disse certa vez
dele arrancando apenas um leve sorriso.

Ele gostava de ser amado
e da minha língua no seu caralho.

Um dia, eu em prantos,
lhe confessei toda a minha desgraça
Ele se foi
e nunca mais voltou.

Agora, eu olho de vez em quando
o seu perfil no facebook
sua rotina cheia de encantos

E um ator pornô qualquer
me faz lembrar dele e lamentar
Ele não mais me quer.

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