- Tô precisando do carinho do seu corpo todo, dedos, unhas e pelos, do seu calor e do seu amor. Me dá.
- Se tivesse ai com certeza lhe consolaria, mas eu não sou peludo.
- Todo mundo tem pelos, independente da abundância ou não deles.
- É razoável
- Haverá sempre um "se" entre nós?
- Como assim? Me explica.
- Bem. Toda a vez que falamos sobre os nossos desejos, sobre a atração que temos um pelo outro
e do quanto gostariamos de saciar essa vontade, há sempre um "se": "se" eu estivesse aí. Há sempre a distância, há sempre outras pessoas, há sempre o medo, há sempre a incapacidade de realmente se dar arriscando o que seja necessário para provar o mel na colmeia entre os ferrões das abelhas. Entende?
- Voce é inteligente, gosto disso.
- Isso é um elogio, não uma resposta.
- [...]
- Você não tem uma resposta ou não quer responder, ou tem medo de dizer? O seu silêncio é uma resposta?
- [...] somos amigos, não?
- Aí é que está o problema. Somos muito mais do que amigos. Um amigo não cobra nada, mas também dá muito pouco.
- [...]
- Eu estou me dando a você. Tem coragem de colher o fruto dos meus labios?
n-o-s-s-a!
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