
.:Bailarinas Amarelas. Foto retirada do blog Daqui do meu quintal:.
Eu vi a minha existência através de um sonho, uma lembrança frágil de um passado distante. Ouvi dos labios finos e secos de minha mãe o meu nome, soando baixo no quintal que era todo o meu horizonte. Percebi o meu corpo no espelho se alongando, e meus pés se agitarem com o som vindo do rádio, ou da televisão - moverem-se por qualquer vibração. Eu dei por mim, assim, na manhã de um dia qualquer olhando o pedaço de céu que se via da minha casa, dançando o espetáculo da minha insignificância entre os pés de manga e laranja: Uma bailarina de quintal.
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